A ditadura militar no Brasil - 6 - Governo Médici I (1969-1974) - O Milagre



No momento que a discussão sobre a correta interpretação sobre a Lei de Anistia ganha cada vez mais atenção, num momento que os golpistas do passado discursam no Clube Militar evocando teses estapafúrdias e/ou golpistas a leitura desse especial é extremamente oportuna, devemos estar preparados, sem sermos alarmistas, para as tentativas de dar luz a farsa.

Com vocês o Milagre do Médici ou
Milagre de Fausto.

Fonte: Extraído da "Coleção Caros Amigos - A ditadura militar no Brasil - A história em cima dos fatos" fascículo 6

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Introdução:
Milagre e Crueldade.
Vimos até aqui como altas patentes militares e líderes civis de direita conspiraram para tomar o poder pela força desde o pós-guerra. Formados os militares golpistas em academias norte-americanas, alinhavam-se às teorias da Guerra Fria, basicamente duas: 1 - Mundo bipolar, ou seja, comunismo versus capitalismo, "cortina de ferro" ou "mundo livre", bloco socialista ou "civilização cristã ocidental", União Soviética ou Estados Unidos; 2 - existente em cada país um "inimigo interno": o comunista, o socialista ou toda pessoa que não reze pela cartilha de Washington.
Vimos como os golpistas estiveram perto do êxito em 1954, mas se viram frustados pelo supremo ato político do presidente Getúlio Vargas ao meter uma bala no próprio coração. Tinham acuado Vargas depois que seu arquiinimigo Carlos Lacerda sofreu um atentado, no qual havia indícios de participação da guarda do palácio presidencial.

Adiado o golpe, tentariam dá-lo em 1955, alegando que nas eleições presidenciais JK não havia obtido "maioria absoluta"; tentariam em 1961, quando Jânio renunciou e queriam impedir o vice, Jango, de tomar pose. E, depois de bem engendrada campanha, com ajuda dos meios de comunicação, dariam o golpe em 1964.

Vimos como os próprios generais vitoriosos reconheceram que não tinham um "projeto", moviam-se apenas pelo anticomunismo; e contra um presidente nada comunista - Jango, estanceiro rico, apenas tendia a adotar políticas sociais e nacionalistas. Mas, depois de um início atropelado, a ditadura militar, graças a várias circunstâncias, produziou um período de desenvolvimento conhecido como o milagre econômico, geralmente associado ao governo Médici, o mais cruel da ditadura militar.

Resumo

  • Ilha de tranquilidade: Médici via o noticiário na TV e dormia bem
  • Dorou pouco, o povo nem teve tempo de ver
  • Carlos Marighela: Emboscada em dia de clássico para matar o inimigo númeroo 1 da ditadura
  • Último direito: um tiro de misericórdia
  • Levava cianureto para matar-se caso o prendessem
  • Ironia da história: três policiais da operação fatal tiveram fim trágico
  • Todos os homens do ditador - 1: Médici entra falando em democracia mas prepara a borduna
  • O Estado começa a institucionalizar a tortura
  • Tragicomédia: Ditadura fora da lei inventa decreto secreto e fica dentro da lei que ninguém conhecia
  • Todos os homens do ditador - 2: Serviços de Informações, a alma do sistema
  • Centro de informações é bom: cada arma montou o seu
  • Caso Parasar: coisa de demente
  • Todos os homens do ditador - 3: O coronel Costa e Silva queria na presidência Andreazza, tinha vocação para faraó, mais tocador de obras que ministro
  • Transamazônica: A estrada mais inútil da história
  • Ponte Rio-Niterói: Faltou a Andreazza a ponte para a presidência
  • Uma saga: jornalistas fora da grande imprensa sobrevivem
  • Vai para a banca ou não vai?
  • "Ou param ou não respondo pela integridade física de vocês"
  • O triste fim de Doçura
  • Às Armas: Ditadura cortou toda a prossibilidade de contestação democrática; As Esquerdas acabaram "obrigadas" à luta armada
  • A direita age acobertada
  • Do campo para as cidades: Lamarca se guia pela "teoria do foco"
  • A VPR cai numa armadilha e desaparece
  • Fuga desesperada: um tiro no rosto do capitão, um mês depois morte de Iara
  • Chega de passeata: Caparaó anunciou a luta armada no campo
  • Régis Debray - Foco: revolução dentro da revolução?
  • Sem um programa que não fosse derrubar Jango, os golpistas entregaram a economia às piores mãos dispníveis no momento
  • Imposição do FMI
  • Onda de sequestros: 1970 - com os companheiros e companheiras nas mãos dos torturadores, os guerrilheiros se desesperaram. Inspiraram-se no bem sucedido seqëstro do embaixador americano
  • 1 Cônsul do Japão, não estava nos planos
  • 2 Embaixador Alemão, em plena Copa do Mundo
  • 3 Embaixador Suíço, festa e simpatia
  • Seqüestro de avião: Ação perigosa, de altíssimo risco
  • O salvador desaparecia
  • A fúria da censura: Só cantando como Chico Buarque: "chame o ladrão!"
  • Incra: datilógrafa se engana e cria o maior latifúndio do mundo
  • Embraer: A Aeronáutica queria voar e caçar comunistas
  • Funai: Matar se preciso for...
  • Mobral: Alfabetização a serviço do "desenvolvimento" e do conformismo
  • Tio Sam fecha o cerco: O democrático Chile entra em dezessete anos de terror
  • Médici, primeiro a reconhecer Pinochet
  • Diplomatas de dedo duro
  • Espionavam até colegas
  • A ditadura é obrigada a admitir que há uma guerrilha no Araguaia
  • Sob censura a imprensa não sabe que militarem caçam guerrilheiros
  • Os primeiros a "cair"
  • Igreja versus ditadura: apoiram o golpe e sofreram na carne as conseqüências
  • Um atentado diabólico
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